segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Técnica de enfermagem é agredida ao tentar ajudar paciente em UPA

A profissional foi agredida enquanto prestava auxílio à uma paciente, que estava caída no chão, e acabou sendo atacada tanto pela mulher quanto pela acompanhante na Upa de Sobradinho II

             

Uma técnica de enfermagem afirma ter sido agredida enquanto trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Sobradinho II, no último domingo, (6/9). Segundo a ocorrência registrada na 35ª Delegacia de Polícia (35ª DP), a profissional foi atacada depois de tentar ajudar uma paciente que estava caída no corredor da unidade.

De acordo com o relato, a vítima retornava da Sala Vermelha quando ouviu pedidos de socorro. Ao se aproximar da área entre as duas triagens, próxima à entrada da UPA e ao portão da cancela, viu uma mulher tentando colocar uma senhora em uma cadeira de rodas.

A princípio, a técnica acreditou que a paciente estivesse passando mal, possivelmente por um AVC, e tentou prestar auxílio. Ao se aproximar, porém, foi atingida por três chutes desferidos pela idosa, que acertaram seu rosto e ouvido.

Ainda segundo o registro, ao perceber que a paciente estava descontrolada e se debatia no chão, a profissional tentou segurar as pernas dela para evitar que se machucasse ou atingisse outras pessoas. Nesse momento, a acompanhante da paciente teria acusado a técnica de agredir a idosa e iniciado um confronto físico. A profissional relatou ter recebido chutes e tapas no rosto, além de ter os cabelos puxados e sido girada pelo corredor.

A confusão só terminou após a intervenção de terceiros, que contiveram e afastaram a acompanhante. A técnica, então, conseguiu deixar o local. Até o momento, apenas a vítima compareceu à delegacia para registrar a ocorrência. As equipes de plantão trabalham para identificar a suspeita.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) afirmou que lamenta o ocorrido. Segundo o instituto, a equipe da UPA interveio imediatamente para controlar a situação e acionou a PMDF.

“A profissional recebeu acolhimento e suporte da gestão da unidade. O caso está sendo apurado pelas autoridades competentes, e o IgesDF está colaborando com as investigações e adotando as medidas administrativas cabíveis”, declarou.

O instituto reforçou ainda que não tolera qualquer tipo de violência contra seus profissionais e afirmou que trabalha para garantir um ambiente seguro para as equipes, pacientes e acompanhantes.