segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Enfermeiro usa jiu-jítsu para imobilizar paciente agressivo na Austrália


Um vídeo postado por um enfermeiro da Austrália, mostrando um ataque que sofreu de um paciente agressivo no hospital que trabalhava, viralizou na imprensa australiana e nas redes sociais.




Daniel Nelson, que trabalha na emergência do Royal Brisbane and Women's Hospital, em Brisbane, contou que as imagens são de outubro de 2024 e que decidiu compartilhá-las para fazer um alerta contra a violência contra profissionais de saúde no ambiente de trabalho.





"Eu fui vítima de agressão por parte de um paciente embriagado em uma área onde não havia visibilidade da parte do pessoal ou da segurança. Ele estava cuspido no chão, abusando do pessoal e, em geral, agindo como um completo idiota. (...) Em um ataque de genialidade, ele decidiu que queria um abraço. É seguro dizer... não deu certo como esperava. Não acho que ele esperava que um enfermeiro tivesse uma obsessão com o jiu-jítsu há mais de 10 anos. (...) A violência contra os trabalhadores da saúde não é "apenas parte do trabalho". É inaceitável", escreveu ele na legenda.


O sucesso do post foi tanto que a imprensa australiana procurou autoridades para falar sobre a questão. O secretário da Saúde de Queensland, onde fica Brisbane, afirmou que o governo estadual está implementando medidas para ajudar a proteger os profissionais de saúde.



"Os profissionais de saúde, os pacientes e a comunidade merecem sentir-se seguros e amparados em todas as instalações. O governo não está de braços cruzados quando se trata de violência no local de trabalho", disse o porta-voz dele à emissora australiana 9News.



Ainda de acordo com a TV, o agressor do vídeo se declarou culpado de agressão simples e foi multado em US$ 450 na ocasião.


Uma pesquisa realizada em 2026 pelo Sindicato dos Trabalhadores Australianos, com mais de 1.200 funcionários do sistema de saúde de Queensland, revelou que 69% deles já foram agredidos ou testemunharam agressões no local de trabalho.

Dispensa motivada por posição política gera indenização para técnica de enfermagem

 




Os julgadores da Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) reconheceram o caráter discriminatório da dispensa de uma técnica de enfermagem que trabalhava em um hospital localizado no Norte de Minas, por entender que o desligamento ocorreu em razão de sua suposta vinculação política à oposição da administração municipal. 

A decisão, de relatoria da desembargadora Sabrina de Faria Fróes Leão, manteve sentença oriunda da Vara do Trabalho de Januária quanto ao reconhecimento dos danos morais, mas reduziu a indenização de R$ 20 mil para R$ 15 mil, dando provimento parcial ao recurso da instituição de saúde nesse aspecto.

De acordo com a tese adotada pelo colegiado: “A dispensa por motivação política configura ato discriminatório passível de indenização por danos morais”.

Entenda o caso

Segundo o apurado no processo, a empregada atuava como técnica de enfermagem e foi dispensada sem justa causa após intervenção administrativa na instituição de saúde. Na ocasião, ela trabalhava no hospital há quase 22 anos. Testemunhas ouvidas no processo relataram que, naquele período, diversos trabalhadores foram desligados por não apoiarem o então prefeito do município. Também afirmaram que a direção do hospital, indicada pelo chefe do Executivo local, teria promovido as demissões com motivação política.

Uma das testemunhas declarou que, em cidades pequenas, é comum a dispensa de servidores considerados opositores do prefeito. Relatou ainda que, na época, não concordou com os desligamentos e que chegou a comunicar o fato ao Ministério Público.

Prova testemunhal e indícios de perseguição

Ao examinar o caso, a relatora destacou que a dispensa imotivada constitui direito do empregador, mas não pode ser exercido de forma discriminatória.

De acordo com a desembargadora, a prova testemunhal revelou que a ruptura do contrato da técnica de enfermagem não ocorreu por mera conveniência administrativa, mas por motivos ideológicos. O conjunto de provas demonstrou que a trabalhadora foi dispensada no contexto de substituição da gestão do hospital, com pessoas indicadas pelo prefeito, e de afastamento de empregados considerados alinhados à oposição política local.

Segundo a relatora, a situação caracteriza ato discriminatório, vedado pelo ordenamento jurídico. A decisão destacou que a Constituição Federal repudia qualquer forma de discriminação (artigo 3º, IV e artigo 5º, XLI) e que a legislação trabalhista proíbe a dispensa discriminatória, nos termos do artigo 4º da Lei 9.029/1995 e da Súmula 443 do TST.

A relatora não teve dúvida de que os direitos personalíssimos da técnica de enfermagem foram violados com a sua dispensa, em afronta à Lei 9.029/1995, que tem o objetivo de proteger os trabalhadores contra práticas discriminatórias. Conforme pontuou, o fato de outros empregados também terem sidos dispensados à mesma época não retira a gravidade dos fatos apurados pelo conjunto de provas.

Indenização reduzida

Embora tenha confirmado o reconhecimento do dano moral indenizável, a Terceira Turma considerou excessivo o valor inicialmente fixado pela sentença, de R$ 20 mil.

Na avaliação do colegiado, a quantia de R$ 15 mil mostra-se mais condizente para punir o infrator e compensar a dor da vítima, com efeitos pedagógicos, psicológicos e econômicos razoáveis, considerando que a situação vivenciada pela autora se enquadra no inciso II do parágrafo 1º do art. 223-G da CLT (ofensa de natureza média). Com isso, o recurso da empregadora foi parcialmente provido apenas para reduzir o valor da indenização. O processo foi enviado ao TST para exame do recurso de revista.

FAHECE-SC abre vaga para Técnico de Enfermagem em ambulatório


Fundação de Apoio abre processo seletivo público para cargo com curso de Técnico em Enfermagem e registro no COREN-SC. Inscrições vão até o dia 25 de agosto.


A Fundação de Apoio ao Hemosc (Fahece) em Santa Catarina, abriu um novo processo seletivo público para preencher uma vaga e formar um cadastro de reserva no cargo de Técnico de Enfermagem I - Ambulatório para atuar no CEPON no município de Florianópolis-SC, sob o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT, sem direito à estabilidade.

21/08/2026
25/08/2026
R$ 3.373,61
1

O cargo exige curso de Técnico em Enfermagem, registro no COREN-SC e experiência de seis meses na área de atuação. O salário será de R$ 3.373,61, mais benefícios como vale-transporte, estacionamento gratuito, seguro de vida em grupo, refeição no local, plano de saúde, plano odontológico, prêmio por desempenho, convênio com farmácia e universidades e folga no aniversário. A carga horária prevista para a função é de 44 horas semanais.

Inscrições abertas

As inscrições ficam abertas até as 23h59min do dia 25 de agosto, pelo site da Fahece. Todas as informações prestadas na ficha de inscrição serão de responsabilidade do candidato que, ao informar os dados, se responsabilizará pela sua veracidade e comprovação.

É de responsabilidade exclusiva do participante acompanhar a situação de sua inscrição e demais convocações.

Como serão as Provas

A seleção será realizada através da avaliação da ficha de inscrição e uma avaliação técnica/comportamental, ambas de caráter classificatório e eliminatório, conforme os critérios de pontuação estabelecidos no edital.

Veja os critérios de pontuação:

Categoria | Especificação | Pontuação

  • Carga horária total em cursos específicos relacionados à vaga dos últimos 36 meses
  • De 10 horas a 50 horas | 0,2
  • De 51 horas a 100 horas | 0,4
  • Acima de 100 horas | 0,6
  • Experiência profissional comprovada como Técnico em Enfermagem em Unidade
  • Ambulatorial
  • De 06 meses até 18 meses | 1,0
  • De 19 meses até 30 meses | 1,2
  • Acima de 30 meses | 1,4
  • Experiência profissional comprovada como Técnico em Enfermagem em Unidade
  • Ambulatorial, com pacientes oncológicos
  • De 06 meses até 18 meses | 2,0
  • De 19 meses até 30 meses | 2,2
  • Acima de 30 meses | 2,4

O edital terá prazo de vigência de seis meses, a contar da sua data de publicação, podendo ser prorrogado, a critério da FAHECE.

Florianópolis tem Processo Seletivo para Técnico de Enfermagem com salário de R$ 3,3 mil

Foto: Divulgação - pexels - Agora Floripa.










A oportunidade é para uma vaga por prazo determinado, com remuneração de R$ 3.373,61 e jornada de 44 horas semanais. O cargo também oferece benefícios que incluem plano de saúde, seguro de vida, refeição no local e prêmio por desempenho.

As inscrições seguem até 26 de agosto de 2026, às 23h59. O cadastro deve ser feito exclusivamente pelo site da FAHECE, na área Trabalhe Conosco, conforme as orientações do Edital de Processo Seletivo nº 407/26.

Vaga é para Técnico de Enfermagem no CEPON

O Processo Seletivo prevê uma vaga para Técnico de Enfermagem I – Internação – Prazo Determinado, com atuação no CEPON, em Florianópolis.

A jornada estabelecida é de 44 horas por semana, com salário mensal de R$ 3.373,61.

A contratação será feita pelo regime CLT, dentro das condições previstas para uma vaga por prazo determinado.

Para quem trabalha na área de enfermagem e procura uma oportunidade na Grande Florianópolis, o edital reúne requisitos, etapas e condições que precisam ser conferidos antes da inscrição.

Benefícios incluem plano de saúde e folga no aniversário

Além da remuneração, o profissional selecionado terá acesso a diferentes benefícios.

A oportunidade oferece vale-transporte, estacionamento gratuito, seguro de vida em grupo e refeição no local.

Após três meses, passam a fazer parte do pacote também plano de saúde, plano odontológico, prêmio por desempenho e convênios com farmácias e universidades.

O trabalhador também terá direito à folga no dia do aniversário, conforme as condições previstas para o benefício.

Inscrições começam nesta sexta-feira

O período de inscrições será aberto às 10h do dia 21 de agosto de 2026 e permanecerá disponível até 23h59 do dia 26 de agosto.

O cadastro deve ser realizado exclusivamente pelo site da FAHECE, no espaço Trabalhe Conosco, procurando pelo Edital de Processo Seletivo nº 407/26.

O prazo é curto, por isso os candidatos interessados precisam observar os horários estabelecidos e conferir as informações exigidas no edital.

Seleção terá duas etapas

O Processo Seletivo será dividido em duas etapas, ambas com caráter classificatório e eliminatório.

A primeira será a avaliação da ficha de inscrição, levando em consideração critérios como experiência profissional e cursos realizados na área.

Os candidatos que avançarem poderão participar da segunda etapa, que será uma avaliação técnica e comportamental.

De acordo com as regras da seleção, essa fase pode envolver análise de perfil, teste comportamental, dinâmicas, teste prático ou teórico e entrevista.

As etapas serão realizadas conforme os critérios e procedimentos estabelecidos pela FAHECE no edital.

Contrato pode ser renovado

O contrato inicial terá duração de até três meses.

Existe a possibilidade de uma renovação, desde que sejam atendidas as condições previstas no processo seletivo. O período total da contratação poderá chegar a dois anos, respeitando o limite estabelecido no edital.

O edital terá validade de seis meses a partir da data de publicação, podendo esse prazo ser prorrogado a critério da FAHECE.

Confira os principais detalhes

Cargo: Técnico de Enfermagem I – Internação – Prazo Determinado
Vaga: 1
Local: CEPON, em Florianópolis
Salário: R$ 3.373,61
Jornada: 44 horas semanais
Regime: CLT
Inscrições: de 21 a 26 de agosto de 2026
Horário de abertura: 10h do dia 21 de agosto
Encerramento: 23h59 do dia 26 de agosto
Edital: Processo Seletivo nº 407/26
Benefícios: vale-transporte, estacionamento gratuito, seguro de vida, refeição no local, plano de saúde, plano odontológico, prêmio por desempenho, convênios com farmácias e universidades e folga no aniversário
Etapas: avaliação da ficha de inscrição e avaliação técnica/comportamental
Contrato: até três meses, com possibilidade de uma renovação, limitado a dois anos
Validade do edital: seis meses, com possibilidade de prorrogação.

Inscrições pelo site www.fahece.org.br no link Trabalhe Conosco.

Técnica de enfermagem de 24 anos que passou cinco dias acorrentada em uma casa em Goiás decide falar e alerta mulheres: “No primeiro sinal, sai fora”

Vítima detalha os cinco dias em cativeiro e alerta sobre sinais de violência; agressor teve prisão preventiva decretada pela Justiça




Emiliane Tamara Nunes Carvalho relata em entrevista o cárcere privado e as violências sofridas. Foto: Phillipe Mendes especial CB/DA Press

Técnica de enfermagem mantida em cárcere privado por cinco dias em Águas Lindas de Goiás decidiu contar publicamente o que viveu. Emiliane Tamara Nunes Carvalho, 24 anos, foi resgatada na sexta-feira (21) por policiais militares do Entorno Oeste e deu entrevista ao  ainda com dores e tonturas. A mensagem que quis deixar foi direta: “Não aceite o inegociável. No primeiro sinal, sai fora. Porque eu tive vários sinais.”

Armadilha no estabelecimento do ex

Emiliane havia desaparecido em 17 de agosto após sair de casa para um depósito e uma consulta em clínica de estética. Antes, combinara encontrar o ex-companheiro, pai de seus dois filhos, para tratar de uma audiência de pensão alimentícia prevista para o dia seguinte. O encontro aconteceu na distribuidora que ele administrava. Segundo ela, a conversa sobre as crianças nunca aconteceu: Ailton Rodrigues de Souza só queria reatar o relacionamento. Os dois foram para os fundos do local, onde o ambiente já estava preparado. “Infelizmente era uma armadilha, lá já estava com tudo preparado, eu não tinha percebido”, contou.

Ela afirma ter recusado qualquer aproximação e que, em seguida, recebeu uma substância química que a deixou sem forças. “Eu estava consciente, eu ouvia tudo, mas eu não tinha mais força para debater”, relatou. Segundo seu relato, também sofreu violência sexual,

Cinco dias presa sem janela e sem relógio

Do estabelecimento, Emiliane foi levada a um imóvel no bairro América III, onde ficou acorrentada. As mãos eram soltas apenas para que ela pudesse comer, o que não acontecia em todas as refeições. Sem janela e sem relógio, perdeu a noção do tempo. “Eu não sei se é de manhã, se é de tarde, se é de noite, eu não tinha noção de nada disso”, disse.

Sinais de alerta em relacionamentos abusivos

A vítima relatou comportamentos que antecederam o crime e servem de aviso

⚠️ Agressividade latente

Reações desproporcionais e explosivas que surgem logo no início da convivência, mesmo em situações simples.

🚫 Isolamento social

Tentativas de controlar amizades e afastar a mulher de seu círculo social ou colegas de trabalho.

📍 Monitoramento de rotina

Interferência em horários e locais frequentados, como forçar a mudança de uma academia ou curso.

🗣️ Falsas promessas

Uso de discursos sobre mudança de comportamento e reconstrução familiar para atrair a vítima para emboscadas.

Antes de deixar o local pela última vez, o ex-companheiro teria proposto um acordo: “Nós podemos fazer um acordo, ou nós dois morremos aqui juntos, ou eu te passo todos os bens que nós temos.” Ele também pediu que ela escrevesse uma carta endereçada à própria mãe.

Os policiais chegaram ao imóvel após monitorar os deslocamentos do suspeito. Encontraram Emiliane algemada, com cordas, uma corrente de ferro e uma máscara no rosto. Ailton Rodrigues de Souza foi preso em flagrante por sequestro, estupro e cárcere privado. Em audiência de custódia no sábado (22), na 2ª Vara Criminal da Comarca de Ceres, o juiz Cristian Assis converteu a prisão em preventiva a pedido do Ministério Público de Goiás, apontando “ameaças reiteradas, constrangimento físico e restrição da liberdade” da vítima.

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, 24 anos, foi resgatada na sexta-feira (21) por policiais militares do Entorno Oeste. Foto: Reprodução / Redes sociais
A defesa pediu liberdade provisória com medidas cautelares, mas o pedido foi negado. Ailton disse ser colecionador, atirador e caçador (CAC) e afirmou fazer uso de calmantes por “crises nervosas”. Ele permanece preso e o caso segue sob apuração da Polícia Civil de Goiás.

Sinais ignorados por dependência emocional

Separada desde dezembro de 2025, Emiliane conta que o comportamento explosivo do ex existia desde o início da relação, em 2020. Um dos episódios mais marcantes foi quando ele chegou a uma comemoração que ela havia organizado com colegas e destruiu o apartamento. Com o tempo, passou a controlar amizades, horários e até a academia onde ela treinava. “Ele sempre foi muito explosivo. Eu acho que qualquer pessoa que você perguntasse sobre ele diria isso”, afirmou.

Para ela, a pouca idade explica por que os alertas não foram percebidos. “Não sei se era amor, se era dependência emocional, porque eu casei com ele com 18 anos. O amor é cego, a gente não vê”, refletiu.

Já com alta hospitalar, Emiliane disse sentir dores intensas na boca e afirmou que os ferimentos visíveis são apenas parte do que sofreu. Antes da entrevista, havia publicado vídeos nas redes sociais mostrando lesões que, segundo ela, foram provocadas por ácido durante o cativeiro. Ela admite temer represálias e acredita que o ex não agiu sozinho, embora não queira acusar ninguém sem provas. Ainda assim, não se arrependeu de falar.

“Se toda moça que for estuprada ou sequestrada se calar, isso sempre vai ficar acontecendo. Alguém tem que ter coragem de ir lá e se expor”, disse. Sobre o futuro, foi breve: “Eu acredito que eu ainda vou sofrer muito com isso, mas eu vou passar dessa barreira.”

Onde pedir ajuda

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, gratuita e disponível 24 horas em todo o país

  • Ligue 190 – Polícia Militar, para emergências

quinta-feira, 7 de março de 2024

Polícia indicia por xenofobia médico que chamou enfermeira de "nordestina burra" em Morro Reuter





 

Tanto suspeito quanto vítima trabalham na mesma unidade básica de saúde do município.

A Polícia Civil indiciou um médico de 63 anos que teria chamado uma enfermeira de "nordestina burra" em uma unidade de saúde de Morro Reuter, a 65 quilômetros de Porto Alegre. O homem chegou a ser preso em flagrante, no dia 12 de fevereiro, mas hoje responde ao caso em liberdade.

Segundo o delegado Felipe Borba, o indiciamento foi pelo crime de injúria xenofóbica. Em caso de condenação, o investigado pode cumprir pena de dois a cinco anos de prisão.

A prefeitura de Morro Reuter afirma que "uma sindicância foi aberta e está em curso para apurar a conduta do profissional". O município ainda diz que "repudia qualquer tipo de discriminação".

Os nomes do médico e da enfermeira, de 39 anos, não foram divulgados. A Justiça determinou o afastamento do profissional do trabalho na unidade de saúde onde foi registrado o caso.


Além da expressão, o investigado teria falado outras frases ofensivas, como "nós gaúchos trabalhamos o dobro para sustentá-los", "eles vão tomar conta do Rio Grande do Sul" e "o Brasil não vai pra frente por causa dessa gente", lista o delegado Felipe Borba.

Em depoimento, o médico negou as ofensas. No entanto, a polícia afirma ter elementos que indicam que houve o crime. Segundo a Brigada Militar, que registrou o flagrante, a ofensa foi presenciada por testemunhas, que também trabalham no local.

— O médico negou qualquer manifestação discriminatória, aduzindo que manteve a conversa em nível profissional, sem qualquer ofensa. Entretanto, os demais elementos de convicção colhidos durante a instrução do procedimento indicam que houve a prática do crime — conta o delegado.

Enfermeira descobre que bebê que ajudou a dar à luz há 22 anos agora é sua nora

Imagem de capa para Enfermeira descobre que bebê que ajudou a dar à luz há 22 anos agora é sua nora
Que emoção! A sogra descobriu que ajudou no parto da bebê, há mais de duas décadas, que hoje é a nora dela.

Já estava escrito nas estrelas… Como enfermeira, Mary Ann ajudou em muitos partos, mas não poderia imaginar que um bebê que ela cuidou ao nascer, cresceria e 22 anos depois iria ser a nora dela.

O jovem casal, Kelsey Poll e Tyler West, estava folheando álbuns de família em busca de fotos para o vídeo do casamento quando uma imagem em particular chamou a atenção deles.

Era Mary Ann, mãe de Tyler, quem aparecia na fotografia, cuidando dos pezinhos de Kelsey, quando ela era apenas um bebê recém-nascido. Para Tyler, só podia ser coisa do destino: “Parecia que era para ser assim, desde que ela nasceu”, disse ele.

Era pra ser só uma ida ao banco 

O destino conspirou de maneiras inimagináveis.

O filho de Mary Ann, Tyler, cruzou o caminho de Kelsey em um banco em que ela trabalhava.

Ele ia apenas depositar um cheque, mas se apaixonou pela moça do caixa.

E o encontro que parecia ser apenas casual acabou em um namoro e depois em casamento.


Mary acalmou a mãe de Stacy 

O casal enviou uma cópia da foto para todo mundo e não teve quem não ficasse chocado.

Na hora, Mary Ann ainda se lembrou do nascimento da pequena Stacy.

A mãe de Kelsey estava bem nervosa e ela ajudou a acalmá-la.

“Saber que eu estava segurando minha futura nora em meus braços, e agora aquele precioso bebê fará parte de nossa família para sempre…”, disse ela encantada.

Coincidência? 

Stacy ainda encontrou um certificado que a mãe recebeu após o nascimento dela com a caligrafia de Mary Ann West.

Acharam até vídeos da família e Mary juntos, celebrando a chegada dela.

“Há algumas coisas que são muito estranhas e fortes para serem uma coincidência e é exatamente assim que me sinto aqui”, acrescentou Stacy.

Foto de Kelsey quando bebê com a enfermeira Mary Ann West, que agora é a sogra dela. - Foto: reprodução/arquivo pessoal

Foto de Kelsey quando bebê com a enfermeira Mary Ann West, que agora é a sogra dela.

 

Toda a família reunida no casamento de Kelsey e Tyler. - Foto: Abbe White Photography 

Toda a família reunida no casamento de Kelsey e Tyler.

 

TikTokers estão usando imagens falsas de médicos e enfermeiras para cometer fraudes

 Fotos de profissionais de saúde estão sendo divulgadas sem autorização para vender tratamentos médicos duvidosos no TikTok


Uma vez que pílulas ou produtos de saúde são disparados nas redes sociais, como é o caso do TikTok, eles entram em um “Velho Oeste” regulatório, disseram especialistas.
Malinda Weekly, enfermeira de pronto-socorro em Chicago, salvou uma vida na semana passada. Ela ajudou a tratar um homem durante uma parada cardiorrespiratória. Porém, segundo vídeos virais no TikTok, ela foi demitida e agora está ocupada vendendo pílulas e medicamentos questionáveis — de nutrientes para vacas a estimulantes cerebrais.

“Depois de trabalhar 417 dias como nutricionista, fui demitida aleatoriamente depois de engravidar. Então, aqui estão as dicas de saúde que eu não pude compartilhar com os meus pacientes”, diz uma imagem de Weekly em um post no TikTok.

Entretanto, Malinda Weekly é uma enfermeira de pronto-socorro, não uma nutricionista. Ela nunca foi demitida ou esteve grávida. Ela nunca experimentou o remédio que estava anunciando e nem mesmo sabe o que esses suplementos fazem. E, o mais importante: ela nunca deu permissão para o Miracle Moo ou WonderCow usarem sua imagem para vender seus produtos.

Ela é apenas entre muitos profissionais licenciados cujas faces e credenciais foram arrancadas das redes sociais e reaproveitadas para vender suplementos duvidosos e desinformação de saúde aos usuários do TikTok nos Estados Unidos e na Europa — sem o conhecimento ou permissão deles.

“Como as pessoas estão sendo pagas usando meu rosto?” disse Weekly, que afirma se sentir atacada e violada, mesmo que as fotos tenham sido retiradas de suas redes sociais públicas. “As pessoas estão sendo fraudadas” e potencialmente colocadas em perigo, acrescentou. Pesquisas mostraram que os suplementos às vezes são misturados com drogas não aprovadas ou proibidas. Sem mencionar que a carreira e a reputação de Weekly estão em jogo.


“E se alguém me contar no pronto-socorro que comprou o produto que ‘eu’ anunciei e depois algo de ruim acontecer?” reflete Weekly. “Eu não levo mais essa situação com bom humor.”

“Como o TikTok permite esse absurdo?” ela acrescentou. “Eles são uma empresa bilionária; eles precisam resolver isso.”

A porta-voz do TikTok, Mahsau Cullinane, disse que a empresa está revisando o conteúdo e as contas e continuará removendo qualquer publicação que viole as políticas da plataforma. A Forbes usou a ferramenta de denúncia do TikTok para sinalizar vários desses posts, incluindo com Weekly, como “desinformação”, “comportamento enganoso e spam” ou “fraudes e golpes”. Dentro de 30 minutos, eles voltaram ao ar.
A “festa” dos suplementos

Usar o prestígio de médicos e enfermeiros para legitimar remédios ou modismos de bem-estar não é novidade. Mas as redes sociais tornaram muito mais fácil comercializar necessidades extravagantes para audiências enormes. O TikTok, em particular, conseguiu transformar o que é viral online — incluindo medicamentos caros que prometem resolver seus problemas — em tendências da vida real que estão impulsionando os US$ 30 bilhões da indústria de suplementos dos EUA.

A plataforma recentemente tornou um composto obscuro chamado ‘Berberina’ famoso. Entretanto, na realidade, a Berberina até o momento não demonstrou nenhum efeito significativo sobre o peso e tem efeitos colaterais como constipação e diarreia.

A rede social também impulsionou um aumento nas vendas de água de clorofila (prometendo suavizar manchas e melhorar o hálito) e pós verdes (prometendo menos inchaço e um intestino mais forte), mas, também, a evidência científica é escassa.

Pesquisando os 7 milhões de posts na poderosa hashtag “TikTok Made Me Buy It”, você pode encontrar super-pílulas nutricionais, resina do Himalaia e suplementos de desodorante natural entre os principais resultados. No TikTok Shop, os usuários podem navegar pelos suplementos para a “juventude” e pílulas de “energia e foco”. E, embora alguns aditivos possam ser perigosos, muitas marcas por trás deles estão lucrando.
Canva Images

“Se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é”.

A Forbes encontrou dezenas de contas no TikTok que promovem uma variedade de suplementos e às vezes reivindicações de saúde duvidosas usando fotos de médicos, enfermeiros e dentistas reais (todas roubadas das redes sociais).

As contas seguem um padrão semelhante: os posts apresentam jovens trabalhadores da área médica com uniformes, crachás de trabalho ou estetoscópios, junto com reivindicações provocativas de que eles acabaram de ser demitidos e agora estão divulgando os segredos de saúde que foram proibidos. Alguns criticam as grandes farmacêuticas e mostram pessoas em leitos de morte. O que se segue são slideshows de fotos que misturam dicas genéricas de saúde com vendas de medicações.

“Eu prego a prática baseada em evidências e na saúde, e muitas dessas empresas que estão usando minhas fotos estão enganando as pessoas e comercializando coisas que eu não colocaria meu nome”, disse Ashley Lorena Adkins, uma enfermeira de UTI do Arizona, cuja imagem está vinculada a anúncios fraudulentos.

Vender esses tipos de suplementos nos EUA é uma “festa”, disse o Dr. Pieter Cohen, professor associado da Faculdade de Medicina de Harvard, que supervisiona o programa de pesquisa de suplementos da Cambridge Health Alliance. “É um ótimo esquema para quem quer vender algo que não faz nada por você.”

“A razão pela qual os suplementos são a área perfeita para entrar, se você quiser enganar os consumidores sobre os efeitos de seu produto”, disse Cohen. Nos EUA, “você não precisa de nenhuma evidência científica, não precisa provar que seu suplemento sequer foi testado.”

Desde que influenciadores, marcas ou contas de mídia social evitem certos termos relacionados a doenças, como prometer explicitamente que uma pílula irá curá-las, “fabricantes ou pessoas vendendo suplementos têm liberdade para promover seus produtos da maneira que desejam.”
Quem está por trás disso?

A WonderCow é feita pelos agricultores Rob e Erica Diepersloot, que possuem cerca de 17.000 vacas na Califórnia e no Colorado. Uma conta do TikTok promovendo o pó ($65) e o creme ($35) da WonderCow no TikTok Shop, @wonderhealthmania, gerou mais de 5 milhões de curtidas e construiu uma audiência de mais de 250.000 visualizações, desde que começou a postar as fotos roubadas das enfermeiras em dezembro. (Uma estratégia semelhante foi usada no Facebook.)

A WonderCow e o Miracle Moo não responderam a várias solicitações de comentários, inclusive sobre se seus suplementos foram testados. O marketing para ambos os produtos afirma que são respaldados pela ciência e têm resultados comprovados.

Shanil Beekarry, autor do e-book “Como Ter Um Six Pack Matador Em Tempo Recorde”, é o fundador de outra marca de suplemento que está sendo promovida dessa maneira no TikTok. Sua empresa, JustFloow, é fabricante de um nootrópico chamado Genius Mind que “liberará sua vantagem mental” e é o “#1 Brain Enhancer na Amazon”, de acordo com uma conta do TikTok. A Forbes encontrou mais de uma dúzia, com mais de 2,5 milhões de curtidas, promovendo o suplemento de saúde cognitiva em posts virais usando fotos de Weekly, uma higienista dental na Geórgia e muitos outros funcionários médicos.

Beekarry disse que sua empresa não possui ou controla as contas do TikTok e que “continuamos comprometidos em fornecer produtos de alta qualidade respaldados por pesquisa científica”. Ao ser questionado sobre para onde direcionar a Forbes para essa pesquisa científica, ele disse: “Não podemos divulgar mais informações em conformidade com acordos de confidencialidade.”

“Ficamos preocupados ao saber sobre o uso não autorizado de fotos pessoais de médicos e enfermeiros licenciados em certas contas do TikTok que podem estar associadas à nossa marca”, disse o empreendedor baseado na Inglaterra por e-mail. “Embora nos envolvamos com sub-redes de terceiros para fins de marketing, nos esforçamos para garantir a conformidade com diretrizes éticas. No entanto, reconhecemos que, apesar de nossos melhores esforços, algumas instâncias podem passar despercebidas.”

Cohen, o professor de Harvard que supervisiona a pesquisa de suplementos em Cambridge, disse que os suplementos nootrópicos têm pouco benefício comprovado e que o colostro é uma área de pesquisa científica ativa onde são necessários mais estudos.

Ele também disse que uma quantidade significativa dos ingredientes originais na maioria dos suplementos dietéticos nos EUA na verdade vem da China.


O TikTok é de propriedade do gigante chinês de tecnologia ByteDance, e os especialistas dizem que a plataforma pode ser uma ferramenta altamente valiosa à medida que a ByteDance se aventura na área farmacêutica dos EUA. “Se você pudesse encontrar uma maneira de vender produtos que sejam atraentes para os consumidores, você certamente pode construir uma robusta indústria farmacêutica ou um produto competitivo, e depois anunciá-lo no TikTok”, disse um especialista à Forbes no início deste ano.
“Tentando conter o mar”

Embora a Food and Drug Administration dos EUA seja encarregado de garantir que os rótulos dos suplementos sejam precisos e verdadeiros, uma vez que pílulas ou produtos de saúde são disparados online, eles entram em um “Velho Oeste” regulatório, disseram especialistas à Forbes.

A publicidade em mídias sociais teoricamente cai sob o Federal Trade Commission, e a agência trouxe ações de fiscalização contra fabricantes de suplementos que vendem reivindicações de saúde enganosas ou falsas no passado. Mas a pequena e subfinanciada tem lutado para acompanhar o mundo em expansão e em rápida mudança dos influenciadores de mídia social e quem está dizendo o quê em um aplicativo usado por 150 milhões de estadunidenses.

“É tentar conter o mar”, disse David Vladeck, ex-diretor de Proteção ao Consumidor da FTC. “É um tsunami de informações.”

Vladeck disse que, embora seja preocupante que essas postagens do TikTok para suplementos questionáveis pareçam estar vindo de pessoas com experiência médica, os médicos e enfermeiros cujas fotos estão sendo usadas erroneamente provavelmente não terão muito sucesso com ações legais, e os danos seriam modestos.

Enquanto o TikTok não resolver o problema, TikTokers discernidores — e até médicos, aparentemente — estão fazendo o trabalho de policiar e desmascarar eles próprios.

“As pessoas vão tentar vender coisas para você no TikTok, nas mídias sociais, e afirmar que têm uma cura para tudo, mas não há soluções simples”, disse um TikToker chamado Dr. Michael em um vídeo recente destacando como o rosto de uma dentista da Geórgia está sendo fraudado. “Normalmente, eu apresento estudos e evidências para apoiar o que eu digo — mas para esse monte de absurdos, eu realmente não preciso.”

“Se parece bom demais para ser verdade”, acrescentou o Dr. Michael, “provavelmente é”.