A Polícia Civil investiga o caso e informou que a agressora deve prestar depoimento nos próximos dias. Em nota, a polícia disse que a mulher não tinha um advogado até a última atualização da reportagem. A prefeitura do município publicou uma nota de repúdio à violência contra profissionais da saúde nas redes sociais.
"A Secretaria Municipal de Saúde repudia qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a proteção e a valorização de seus profissionais, sem deixar de lado o princípio que orienta diariamente o nosso trabalho: acolher e cuidar de cada cidadão com respeito, dignidade e humanidade"
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Enfermeira de Cristais Paulista (SP) foi agredida com socos e chutes pela mãe de um paciente — Foto: Reprodução/Redes sociais
Recusa de atendimento
As agressões à enfermeira de Cristais Paulista no último domingo começaram após uma mãe recusar que o filho recebesse atendimento médico.
De acordo com o secretário da saúde, Bruno Felipe de Carvalho, a enfermeira do Serviço de Urgência Municipal foi atender um chamado anônimo de uma criança sangrando. Ao chegar no local para prestar atendimento, Laysa Junelly de Melo viu que o paciente era um jovem.
"Não era uma criança, era um jovem, filho da agressora. A mãe estava desferindo alguns golpes contra ele. A enfermeira, ao abordar a mãe, ela começou a agressão física e verbal", diz.
A vítima disse que a agressora começou puxando o cabelo dela, dava tapas na cabeça, mordidas na nuca, joelhadas no abdômen, na mão, no rosto e chute nas pernas.
Bruno disse que a Secretaria de Saúde foi acionada imediatamente pela enfermeira. Além de terem prestado o atendimento médico inicial, ela também foi encaminhada à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
"Oferecemos para ela o atendimento médico inicial e também acompanhamento pela nossa rede psicólogos e todos os demais profissionais que a gente tem para atender ela nesse retorno ao trabalho. Encaminhamos também os relatos para o COREM, que é o Conselho de Enfermagem para que eles tenham ciência e conhecimento do ocorrido", afirma.
O secretário pediu mais respeito com profissionais da saúde.
"É o primeiro caso de violência física velada que aconteceu no município, mas hoje a gente já tem um histórico de um aumento considerável em agressões em outros municípios, em todas as regiões do Brasil", diz.






